Experiência de compra: Estante Virtual

Decidi em Julho que vou reservar toda a minha mesada para compras literárias (já que ainda não tenho que pagar contas :P), então tenho estado de olho em promoções diariamente na internet, que é por onde 99% das vezes eu compro. Numa dessas vezes zanzando por aí descobri o Estante Virtual, um site de vendas de livros novos e usados, e gostei tanto de lá que decidi testar se era confiável e se valia a pena. Já tinha falado sobre comprar livros de segunda mão nesse post, e vocês gostaram tanto da ideia que resolvi escrever falando da minha experiência lá no Estante Virtual. 
 
Ele é um site que reúne várias livrarias/vendedores, e funciona da seguinte forma: Você digita o título do livro que está procurando e aparece uma lista com vários vendedores que estão vendendo ele (dã.) A ordem está por preço (o frete é fixo e aparece embaixo), e o mais legal é que você pode ir clicando em "ler descrição", onde estão as informações sobre o estado do livro, e então dá pra escolher o livro que parece mais novinho e com um preço que compensa.
 
♥ Primeira compra ♥
A primeira compra que eu fiz foi o livro Um dia de cada vez.
 
Livraria: Marechal
Total (com frete): R$21,47
Dia da compra: 03/08
Postada:10/08 
Entrega: 16/08 
 
O livro veio em um envelope simples, sem proteção, mas até aí, ok. Só que quando peguei, vi que ele tinha uns amassados na capa, o que me deixou decepcionada, porque a descrição dizia que ele era sem uso, do jeitinho que saiu da editora. Além disso, uma das folhas estava machucada :(
(A foto ficou com uma qualidade péssima, mas deixei assim para vocês conseguirem olhar os cantinhos melhor.)
 Lá no site tem uma parte onde você pode tirar dúvidas sobre o produto com o vendedor, então acredito que dê para pedir fotos e mais informações sobre isso. Não fiz porque resolvi acreditar só na descrição. Sou muito chata com essas coisas (capricorniana, prazer), mas como o livro já tinha chegado e eu estava com muita vontade de ler logo, acabei deixando pra lá.
 
♥ Segunda compra ♥
Só fui perceber que tava de cabeça pra baixo quando editei a foto hahaha
 
A segunda compra foi Calafrio, primeiro livro da série Os lobos de Mercy Falls. Esse livro tem três edições de capas diferentes: a que achei mais bonita, que pelo que eu vi é igual a versão original eu não achei em lugar algum e decidi procurar a segunda, porque a mais recente (e mais fácil de ser encontrada) não me agradou. A Estante foi o único lugar em que encontrei a que queria.
 
Livraria: Ararinha azul
Total (com frete): R$18,97
Dia da compra: 07/08
Postada:15/08 
Entrega: 19/08 

Ele chegou mais rápido que o outro, em um envelope com vários selos ♥ Dentro, o livro estava protegido por plástico-bolha e ainda mandaram um marcador de página junto.
 
Ps: Abri o pacote à noite, e como já estava meio escuro, decidi fotografar no dia seguinte, por isso o plástico não aparece nas fotos.

 
A primeira coisa que notei foi que a capa estava com um pouquinho de poeira, nada que um paninho não resolveu (achei descuido da parte da livraria). Ele veio com duas manchas na lombada, e nenhum machucado nas páginas ou capa. Isso não foi uma coisa que me incomodou, porque como já disse, esperava algo assim, diferentemente do primeiro, que achei que viria em perfeito estado.
 
 Está com o marcador dentro porque é a minha leitura atual hehe
 
♥ Conclusão ♥
Apesar dos pesares, os preços da Estante Virtual são ótimos, e já montei uma lista de desejos lá no site. Se você for chato como eu em relação ao estado físico do livro, fica a dica de entrar em contato com o vendedor antes de efetuar a compra e perguntar mais detalhes sobre o produto. Depois dessas duas compras, já entrei em contato com duas pessoas diferentes para tirar dúvidas sobre uma edição e ambos me responderam bem rápido (em uns 15 minutos).
 
Pra quem é desencanado com materialismo: se joga! Os preços do site são um absurdo de bons e a entrega é confiável. Eu recomendo <3
 

O que acharam da dica? Alguém aí já conhecia a loja? Deixem a opinião de vocês nos comentários!

Playlist: músicas nacionais

Foto: A banda mais bonita da cidade
É verdade que no meu celular, a maioria das músicas são em inglês, e de fato, é o que eu mais escuto. Não gosto muito de sertanejo, forró, funk e esses ritmos que são maioria aqui no Brasil e a população consome mais. Entretanto, têm surgido no cenário nacional muitas bandas diferentes, com essa pegada mais indie que eu adoro. Por isso, resolvi montar uma playlist lá no spotify com algumas das músicas que têm esse estilo e postar aqui pra vocês.
 
Ah, deixem nos comentários sugestões de músicas/cantores/bandas daqui que vocês conhecem e curtem. Vou adorar ouvir!
 

A diferença entre solidão e solitude

Ilustração: Yelena Bryksenkova 
Dia desses me peguei pensando com meus botões. Sou daquelas pessoas que prefere lugares calmos, o som do silêncio e estar dentro dos meus próprios pensamentos, então nos intervalos da escola, costumo levar um livro e ficar na sala mesmo. Vez ou outra minhas amigas preferem descer, e eu fico lá, lendo. Sempre que alguém chega e me vê ali, sozinha na cadeira, me lança um olhar de pena, como se fosse triste não ter mais ninguém comigo.
 
A questão é que estar só e ser solitário são coisas completamente diferentes. Quantas pessoas vivem rodeadas de pessoas, com uma multidão de amigos, e no fundo, sente que está sozinho? E quantas pessoas viajam pelo mundo, vão ao cinema, se divertem lendo ou escutando música, tudo isso na sua própria companhia?
 
Percebem a sutil distância que separa um e outro?
 
Na minha cabeça, solidão é como um deserto. É sentir-se caindo em um buraco negro. É olhar para os lados, para todos os sons e pessoas ao seu redor e não se encaixar em parte alguma. É não se entender e não ser entendido. É um isolamento, como se faltassem peças dentro de você.
 
Estar só significa que todas essas peças estão encaixadas, que você está completo, mesmo que sozinho. É independência, é colocar nossa felicidade nas nossas próprias mãos ao invés de prendê-la a terceiros. É aproveitar a própria companhia e estar satisfeito com isso, sabe? É se divertir com aquele seu romance preferido ou ouvir aquela música e sentir que, bem, não falta nada. É viajar por conta própria, é ir ao cinema sozinho e chorar de tanto rir do filme. Isso se chama solitude.
 
O que muita gente não entende é: Uma pessoa que está só pode não estar se sentindo solitária. Já parou para pensar que isso é uma escolha? A pergunta para "Poxa, por que você está só?" pode ser "Porque gosto de estar comigo mesma." e isso não é nem de longe uma coisa ruim. Na verdade, é libertador.

Inspiração: Parque de diversão

Confesso: Não sou lá muito fã de parques. Mas isso porque não sou nada radical, então só de pensar em montanhas-russas e algum brinquedo do tipo dá um frio na barriga. Tenho até uma história "engraçada" que aconteceu quando eu era menor. Tinha ido naqueles carrinhos bate-bate e foi a primeira vez que ia dirigir sozinha, sem ninguém comigo. Acreditam que eu não consegui pilotar aquela coisa? Ficava girando o volante pra todos os lados mas não saía da parede, daí as pessoas da fila resolveram me ajudar e cada uma ficou dizendo pra eu fazer uma coisa diferente (traumatizei!). É, sou barbeira de carrinhos bate-bate.
 
Mas o que eu não posso negar é o quão bonitos e fotogênicos são esses cenários. As cores, balões, comidinhas, as luzes dos brinquedos quando tá escurecendo... Perfeitos para tirar foto! Aqui na minha cidade o parque vem em todas as férias, e acredito que na cidade de vocês também, então por que não aproveitar o momento para tirar fotos com os amigos e se divertir? Separei várias fotos lá do we heart it para servir de inspiração. Espero que gostem!
 
http://weheartit.com/entry/55490556/via/escritoriando?page=4
http://www.toffeedrops.com/2015/07/round-and-around.html
Foto da Andrea
Imagem de photography, light, and ferris wheel

Meu coração e outros buracos negros


Título original: My heart and other black holes
Autora: Jasmine Warga
Editora: Rocco

Esse livro é, acima de tudo, uma mensagem de esperança. Um lembrete de que a mudança é possível, de que dá pra alcançar a luz mesmo que você esteja em um buraco negro que nunca tem fim.
 
Aysel (lê-se Â-zél) é uma menina de dezesseis anos que sofre de depressão e quer morrer, devido a uma ligação conturbada com o pai que ela evita falar, mas que começamos a entender à medida que a história avança. Acontece que ela tem medo de pôr fim a sua própria vida por medo de dar errado e por medo do que acontecerá com a energia do seu corpo quando ela finalmente ir. Por isso, ela decide entrar no Passagens Tranquilas, um site que oferece um parceiro para o suicídio, e assim conhece Roman, o RobôCongelado.

Eles marcam uma data: 7 de Abril. O livro é contado em forma de contagem regressiva, e acompanhamos como os dias transcorrem até o grand finale. Porém, eles começam a se conhecer, e quanto mais conversam, em meio aos seus encontros para planejar os detalhes do suicídio, os dois se apaixonam. Vemos, aos poucos, Aysel ficar em dúvida. De repente a decisão não parece mais tão certa, de repente a lesma preta da depressão começa a se encolher, e a personagem começa a dar os primeiros sinais de que quer lutar contra aquilo, a passagem de escuridão para a luz. O problema é que Roman está totalmente convencido de que quer pôr fim à sua vida, e então Aysel precisa convencê-lo de que ele merece e precisa viver.
 
Esse é a obra de estreia de Jasmine Warga, e esse detalhe passaria despercebido se eu não tivesse lido isso na orelha do livro. Nasce aqui uma autora em potencial (!). Ela conseguiu reunir os melhores elementos de um romance (nada daquela chatice clichê e exagerada) e trabalhou em cima de assuntos pesados como depressão e suicídio de forma delicada, em meio a teorias físicas e músicas clássicas (a personagem é fascinada por ambos os temas). Meu coração e outros buracos negros é uma faísca de possibilidade. É um livro lindo que aquece o coração e transmite a força do amor não só aquele por outra pessoa, mas o amor próprio. Ele pode mudar tudo.


Sobre a parte estética: amo a arte da capa as cores, a fonte que imita pinceladas, e principalmente a lombada, que fica linda na estante! As folhas são amareladas (e esse é um ponto muitíssimo importante/positivo) e não notei erros de revisão.

Citações
"Qualquer um que já esteve triste de verdade pode dizer que não há nada de bonito, literário ou misterioso na depressão." Pág. 22

"Mas quanto mais conversamos sobre isso, quanto mais dividimos nossa tristeza, começo a acreditar que poderia haver uma chance de nos concertarmos, uma chance de nos salvarmos." Pág. 234


Feminismo is back, baby!

 
Eu queria muito ter falado sobre esse assunto aqui antes, mas ele já havia sido (e é) tão discutido no mundo virtual & no real que eu não sabia como escrever algo que não soasse repetitivo. Acontece que é algo tão presente na minha vida (e na de todo mundo, quando a gente começa a pensar sobre) que eu simplesmente não consigo ignorar, por isso, cá estamos.
 
Sim, eu sou feminista, e acredito que 90% das confusões e ideias contrárias ao movimento se devam ao fato de que as pessoas simplesmente não entendem o que, afinal de contas, significa a palavra f.e.m.i.n.i.s.m.o, então aqui vai a explicação do jeito mais didático possível:
 
Tcharaaaaaan! Ao contrário do que muita gente pensa, o feminismo existe porque sim, ainda vivemos em um mundo desigual em mais maneiras do que imaginamos quando pensamos sobre isso e as mulheres foram deixadas em segundo plano, à sombra dos homens. O que o movimento prega é a ideia de que nós, meninas, também somos completamente capazes de pensar, agir e fazer coisas grandes. WE CAN DO IT!

Imagem de quote, woman, and funny
Amber, uma mulher precisa de um homem como um peixe precisa de uma bicicleta.
 
Sabe aquele velho estereótipo de que meninas precisam ser salvas pelos mocinhos e tudo que uma mulher deseja é um cara? JO-GA FO-RA. Isso é generalizar e dizer que não temos ambições maiores. Quantas vezes você já não ouviu mulheres mais velhas sendo questionadas com espanto por outras pessoas por ainda não terem casado ou terem filhos? A questão é: você não precisa de nada disso, se não quiser. Assim como é livre para desejar isso. Afinal de contas, você é uma pessoa livre e isso implica dizer que as decisões sobre sua vida estão nas suas mãos!

 O feminismo liberta, seja livre!:
Imagem de grey's anatomy, quote, and brain
Dane-se a beleza. Eu sou brilhante. Se você quiser me agradar, elogie meu cérebro.
 
Jenny Holzer:
Crie garotos e garotas do mesmo jeito
 
Não devemos ser programadas para servirmos, como meninos não devem ser programados para serem servidos. O que se deve ensinar é que não há cores, brinquedos e maneiras de meninos/meninas. Há cores, brinquedos e maneiras. Meninas não precisam ser belas, recatadas e do lar para serem respeitadas ou admiradas, assim como meninos não precisam gostar de jogar bola e provar a todo instante sua masculinidade agindo como se fossem superiores (segredo: isso não prova coisa alguma)
 
Imagem de world, change, and quote
 
Minha finalidade com esse post não é tornar todo mundo feminista de uma hora para outra, afinal, um dos conceitos mais prezados por ele é a liberdade. Mas sim tentar fazer com que as pessoas entendem a importância dele em nossas vidas.
 
Essa luta é sobre direitos. É sobre sair das sombras e não mais permitir que o nosso gênero nos imponha limites. É sobre sororidade e quebra de estereótipos. É dizer para as mulheres que não tem problema em ser magra, gorda, negra, branca, ser delicada ou gostar de sei lá, jogar vídeo games. É sobre aos poucos ir se soltando de amarras e abrir os olhos para tantos abusos que acontecem diariamente e a gente nem percebe, por terem sido tão banalizados.
 
Se você é contra tudo isso, ok. Mas por favor, deixa a gente lutar por aquilo que é nosso. Deixe-nos opinar sobre o que vivemos todos os dias, e sobre o que poderia mudar. Estamos tentando mudar o mundo.
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