Sorteio Ano novo = Livro novo

Todo mundo sabe que é muito bom começar o ano com o pé direito, e para abrir 2014 com chave de ouro, eu e mais duas blogueiras muito queridas e parceiras do blog (www) (www) decidimos sortear 3 (três) livros para vocês.
A promoção é pelo rafflecopter, e tem duração até o dia 17 de janeiro. Os prêmios são esses livros lindos que estão no banner xD

♥ Termos e condições:
-O resultado sai dia 17 de Janeiro.
-Cada blog é responsável pelo envio do seu exemplar e tem até 30 dias úteis para fazê-lo.
-Não nos responsabilizamos por extravios do correio.




a Rafflecopter giveaway

Boa sorte para todos!

O resultado saiu, e a vencedora é... Taiane S. o/ Parabéns! Você tem até 3 (três) dias úteis, contando de hoje, para enviar seus dados. Caso contrário, será feito um novo sorteio.

Hello, december.

Imagem de christmas, light, and tree
 Dezembro chegou. É estranho escrever isso, porque quase posso jurar que foi semana passada que estive entrando pela nova sala de aula e sabendo quem seriam os outros 20 e tantos alunos que passariam um ano letivo inteiro ao meu lado. Todas as metas que fiz em 2012, todas as coisas que realizei, cada pessoa que conheci, cada sonho que deixei para trás e alguns que ainda estão amadurecendo. Tudo isso passou tão rápido, e ao mesmo tempo tudo parece ter acontecido há muito tempo atrás. E já estamos falando de fim de ano, das festas, dos sorteios de amigo invisível e de como cada um vai decorar a árvore de natal.
 
Todo mundo começou 2013 com a esperança de realizar novos planos. De riscar da lista algumas metas, de revirar uns sonhos que estavam meio empoeirados numa gaveta qualquer e que só precisavam de um empurrãozinho para serem postos em prática. Mas aí a força de vontade vai se esvaindo cada dia que passa, até que você se espanta ao olhar o calendário e vê que onze meses já se passaram e todas as promessas de mudança continuaram sendo apenas promessas. E então você se agarra a sua última oportunidade. Aquele último mês do ano quando você pode fazer com que os outros onze não tenham sido em vão.
Pode parecer clichê. Talvez seja mesmo, mas para mim dezembro tem esse poder de tornar as pessoas mais complacentes, mais solidárias umas com as outras. É quando todos os sonhos se tornam alcançáveis. Porque ainda dá tempo de correr e tentar realizar tudo que você pensou quando fez a contagem regressiva e deu adeus a 2012 e que foi deixando para trás. De tentar olhar para aquele quadro que nunca fez sentido para você e achar mais bonito, de brincar mais com os filhos e ouvir mais os pais, de doar mais amor ao mundo.
Quem sabe você que está lendo agora ache isso a maior baboseira. Mas, eu tenho certeza, há pelo menos um pouquinho de esperança em algum lugar aí por dentro. Um pedacinho de você que realmente acredita que dezembro carrega 31 dias de possibilidades. Por que não aproveitá-las? Faça isso, transforme esse último mês em boas lembranças.

Resenha: As vantagens de ser invisível


Título: As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower)
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Onde comprar: lojas americanas -- submarino -- saraiva
Nota: 3/5 

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante,  As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e entusiasmo a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse valvém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.
A história se passa em 1992. Uma época de fitas, máquinas de escrever e Beatles. Charlie é um tímido adolescente de 15 anos que nunca teve muitas amizades, nunca teve companhia ou alguém que sentasse e escutasse seus medos, suas dúvidas e pensamentos. Seu único e melhor amigo cometeu suicídio, sua tia preferida morreu, sua irmã apanhava do namorado e os pais o tratavam como uma bolha de sabão, que a qualquer momento pudesse estourar.


O que lhe restava eram papel e caneta. Então ele escrevia cartas sobre seu cotidiano, o mundo aos olhos dele. Não se sabe quem é o destinatário dessas cartas, seu nome ou endereço, e o destinatário também não sabe quem as escreve. Mas a partir delas, vemos como a vida de Charlie vai mudando e alguns fatos vão ficando mais claros. Ele conhece Sam e Patrick e constroem uma linda amizade, baseada em muitas aventuras. Eles apresentam outra realidade à Charlie. O primeiro beijo, o amor, as bebidas, festas, conflitos escolares - um mundo que ele não tinha antes.



Ele constrói também uma relação com seu professor de literatura, Bill, que sempre lhe dava grossos livros para ler e pedia que escrevesse sobre eles, por acreditar que o aluno possuía um dom que os outros não tinham. Um potencial.


O livro basicamente conta o dia-a-dia de Charlie. Acompanhamos de perto o amadurecimento dele, suas descobertas, perdas, cada erro e acerto. E vemos isso não como leitores, mas como se fôssemos amigos dele. Seus confidentes, o destinatário de cada carta.
O protagonista tem um jeito único de enxergar as coisas à sua volta. Ele encara as situações com muita ingenuidade, e o modo como a maioria das pessoas o vê é revoltante. Porque todos só vêem um garoto esquisito, mas ninguém sabe o quanto ele sofreu na infância. Só se importavam em apontar o dedo e manter distância. E o que assusta pensar é que realmente, a sociedade é assim.

Então, eu acho que somos o que somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo assim temos o poder de escolher onde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer as coisas. E ainda podemos tentar ficar bem com elas.
Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é. 


As vantagens de ser invisível é com certeza um livro triste. O personagem carrega na bagagem um passado difícil, mas é impossível não ficar alegre com cada risada que ele dá, em cada vez que ele escuta uma música e gosta muito dela, e em cada vez que se esqueceu do mundo ao seu redor e se sentiu infinito.

Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou eu disse uma coisa. "Eu me sinto infinito."
Moleskine Book Journal <3 Depois tiro mais fotos dele e mostro para vocês.

Quanto à edição, eu geralmente não gosto muito de capas com a foto dos atores, mas dessa vez eu gostei muito. A diagramação está ótima e sem erros de grafia.
Ah, outra coisa.
Tanto no livro quanto no filme, há várias referências musicais, e fiz o rascunho da resenha ouvindo a ótima trilha sonora. Por isso, escolhi as duas canções que mais gostei e vou deixar aqui embaixo para vocês escutarem.

Bjs!


















Parceria #1

Olá, leitores!
É com uma imensa alegria que venho apresentar a vocês as três primeiras parcerias do blog, yeeeh! Vamos conhecê-los?


A dona é a blogueira Jéssica Rezende, de 22 anos, e lá ela escreve exclusivamente sobre literatura. O blog está no ar desde Fevereiro desse ano.




A dona do Na cabeceira da cama é a Thamyris, ou simplismente Myris, e nas postagens ela conta com a ajuda de mais três blogueiros. Além de livros, o blog tem uma seção chamada Luz, câmera... ação? onde eles indicam uma série ou um filme.



Um livro na estante foi criado a 6 meses atrás pela Bianca Xavier, de 18 anos, e o foco dos assuntos são os livros.



"A autêntica editora, criada em 1997 com o foco em publicações acadêmicas, se consolidou no mercado editorial brasileiro e diversificou seu escopo ao longo desses quase 15 anos de atividades. Para continuar fiel à sua perspectiva de lançar livros de qualidade, buscar assuntos inovadores e, ao mesmo tempo, atender às demandas de seus públicos, a casa passa a ser, em 2011, um grupo -O Grupo editorial Autêntica. Com títulos em áreas variadas, o grupo possui agora três editoras: a Autêntica Editora, com foco em livros nas áreas de ciências humanas e literatura infantil; a Editora Guntenberg, criada como selo em 2003, com títulos de interesse geral; e a Editora Nemo, um projeto recente, destinado à publicação de quadrinhos."

E então, o que acharam das parcerias?
Bjs!




Capa de The One, de Kiera Cass é divulgada!

OK, OK. Respira fundo. Respirou? 
Agora pode começar a gritar e pular neuroticamente porque a capa de The One, terceiro livro da trilogia A seleção, de Kiera Cass, foi divulgada!(!!!!)

 Vestido branco... será que um casamento virá por aí? 

Lembrando que o título será traduzido aqui no Brasil como A escolhida, e está previsto para lançar dia 6 de Maio de 2014. Inclusive, fiz a resenha de A seleção e A elite, os dois primeiros títulos aqui no blog, já leu?

Quem aí está ansioso para rever o Maxon  os personagens mais perfeitos que alguém já escreveu? o/

Medo da eternidade



Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Clarice Lispector 

Resenha: O lado bom da vida


Título: O lado bom da vida (the silver linings playbook)
Autor: Matthew Quick
Editora: Intríseca

O Lado Bom da Vida
"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança."

Antes de mais nada quero dizer que para mim, foi muito difícil fazer essa resenha, porque eu fiquei com medo de soltar spoilers sem querer, mas não se preocupem, não há nenhum, já que eu tive o cuidado de revisar o post algumas vezes antes de publicar. Vamos lá.
Pat Peoples é um ex-professor de história que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, e ele acha que o tempo que passou no lugar ruim foram somente alguns meses, e também não se lembra o que fez para ter que ir para lá. A única coisa de que Pat tem certeza é que Nikki, sua ex-mulher pediu uma separação temporária por um tempo indeterminado, da qual ele se refere sempre como "tempo separados".
Quando Pat sai dessa instituição(que na verdade durou 4 anos, e não apenas meses), ele fica obcecado na ideia de fazer de tudo para reconquistar a esposa de volta. Ele agora passa todo seu tempo malhando exageradamente para compensar os quilos extras que ganhou quando ainda era casado, lendo livros de literatura que Nikki passa para seus alunos, praticando ser gentil ao invés de ter razão e outras coisas que ele acredita que trarão sua amada de volta.

"-Quantas flexões exatamente você vai fazer, Pat? -pergunta mamãe quando começo a segunda série de cem sem falar com ela.
 -Nikki... gosta... de... homens... com... peitoral... forte. -respondo pronunciando uma palavra a cada flexão, saboreando as gotas salgadas de suor que escorrem para dentro de minha boca."

De qualquer modo, todas essas coisas o tornam um novo homem, uma versão melhorada e mais sensível do Sr. Peoples. Uma pessoa que tenta ver o lado bom em todas as coisas, mesmo que elas se escondam muito bem, às vezes.
A narrativa é feita pelo seu próprio ponto de vista, e é um pouco engraçado ver as coisas aos olhos dele, já que ainda está em fase de reabilitação e algumas coisas que parecem óbvias para todo mundo, para ele não faz sentido:

"Ela {a filha pequena de Ronnie, amigo de Pat} gosta de cavar buracos na areia, e temos de prestar atenção para que ela não coma areia, o que me parece estranho; por que alguém ia querer comer areia?"

Durante quase todo o livro, Pat está convicto de que o motivo do tempo separados foi que ele não dava atenção à esposa, além de trabalhar o dia todo e de ter descuidado da sua aparência, mas bem perto do final, descobrimos que não foi esse a causa da separação e muito menos culpa de Pat (nesse ponto não vou/não posso entrar em muitos detalhes).
Paralelamente à esse tempo de dedicação a melhorar para que Nikki acabe com o tempo separados de uma vez, Pat começa uma improvável amizade com Tiffany, que está se recuperando da morte de seu marido, Tommy, que havia morrido a alguns anos, e pela qual Tiffany se sentia culpada e que afetou bastante sua saúde metal/física.
Os dois estão passando por momentos difíceis e parecidos e Tiffany decide ajudar Pat. Para isso ela propõe um acordo: ele terá que se apresentar em um concurso de dança junto com ela, e em troca ela lhe dará uma oportunidade de acabar com o tempo separados e reatar com Nikki.

***
Admito que conheci a obra primeiro pelo filme(que, aliás, ainda nem assisti) e depois fui procurar o livro. Eu adoro a Tiffany, com seu humor rude e seco, que proporcionou uma leitura descontraída e divertida, com certeza as partes em que ela aparece são as melhores.
Tenho que ser sincera quando digo que esperava algo diferente, mas mesmo assim eu gostei. Ao longo do livro, nós -leitores-, vamos descobrindo alguns fatos ao mesmo tempo em que Pat lembra deles, como o porque de ele ter uma cicatriz acima da sobrancelha direita, o porque dele sempre surtar quando começa a tocar Songbird, do Kenny G, e algumas outras coisas importantes e que se ligam em um ponto da história. 
Um ponto negativo no livro (pelo menos para mim), foram os capítulos sobre futebol americano, que eram maiores que os outros e tornavam a leitura chata e se arrastando devagar. Tudo bem que a paixão pelos Eagles juntava Pat, seu pai e seu irmão, mas eu já estava ficando irritada e entediada com aquelas cenas. Fora isso, o resto foi muito bom, incluindo nessa descrição o trabalho maravilhoso da editora: A capa tem uns detalhes bem legais no meio, tem a foto dos atores do filme (^^), e orelha -embora eu odeie marcar o livro com elas, não gosto quando não tem-. A lombada, diagramação, espaçamento e folhas (amareladas, yeeh! <3) me deixaram felizes. Não notei erros de revisão.

Para terminar, deixo um trecho retirado do livro, e que me deixou pensativa por algum tempo:

"{...} A maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe."


Bjs,

Laila Lizzy.














Meme: como eu leio



Vi esse meme no blog Livros e Marshmallows, e depois disso vi em alguns outros, e eu gostei tanto que resolvi fazer mesmo ninguém tendo me passado, já que a Kelly disse que quem quisesse podia fazer a vontade, e cá estou eu.

 
A aquisição
 
1-Sempre compra você mesma seus livros ou tem anjos da guarda? Se tem, quem são eles normalmente?
Sim, sou eu mesma quem compro meus livros. Não tenho nenhum anjo da guarda.
 
2- Gasta quanto (em média) por mês em livros? Já estorou o cartão de crédito com livros?
Em média, eu gasto R$65,00, e nunca estourei o cartão de crédito por dois simples motivos: *Eu não tenho cartão de crédito* *Se eu estourasse o da minha mãe, ela me mataria*
 
3-Consegue livros emprestados com frequência? Se sim, quem te empresta normalmente?
Olha, eu não gosto muito de pedir emprestado pelo fato de gostar de ler um livro sabendo que ele é meu e que eu sempre vou poder olhá-lo na minha estante ;) Mas nas poucas vezes que eu peço emprestado, é para uma amiga minha que também é super leitora e me entende quanto às minhas neuras materialistas em relação aos livros rsrs
 
O deleite
 
1-Lê em média quantos livros por mês?
 4 ou 5
 
2-Lê em média quantas páginas num dia da semana? E nos fins de semana?
 Eu não faço a mínima ideia, porque não fico contando.
 
3-Consegue abandonar um livro no meio da leitura?
É raro isso acontecer, mas se eu achar muito, muito chato mesmo e não estiver entendendo a leitura, eu abandono.
 
 
O local do crime
 
 
1-Consegue ler em local movimentado? (ônibus, fila de banco).
Não, nunca consigo me concentrar.
 
2-Prefere ler na mesa, no sofá ou na cama?
Na cama, sem dúvida! É mais confortável.
 
3-Qual a hora do dia que prefere para ler?
 De tarde ou de noite.
 
Os impedimentos
 
 
1-É solteiro(a)? Se não, seu(sua) namorado(a), esposo(a) te dá espaço para ler?
Sou solteira.
 
2-Lê no trabalho? Se sim, qual emprego dá essa dádiva de ler nas horas de serviço?
Eu sou estudante ainda.
 
3-Já deixou de sair com a galera só para ler aqueles capítulos irresistíveis?
Muitas vezes rs.
 
As insanidades
 
 
1-Já sonhou ou teve pesadelos vivendo a história de um livro? Qual foi?
Não vivendo a história do livro, mas já sonhei com os personagens sim. De Percy Jackson e da trilogia A seleção.
 
2-Qual a maior loucura que fez ou que faria para conseguir um livro?
Não fiz nenhuma loucura e não sei se faria alguma...
 
3-Já chorou ao terminar um livro? Foi de felicidade ou tristeza? Qual foi o livro? Sim, de felicidade E tristeza ao mesmo tempo: A culpa é das estrelas <3
 
Indicações
 
Indicar 5 blogs para o meme:
Como eu não sei quem já fez, quem não fez e quem quer/não quer fazer (rs) deixo livre para quem quiser. Mas não esqueça de dizer onde você pegou o meme.
 
 
 
 

Resenha: O teorema Katherine


Título: O teorema Katherine (an abundance of Katherines)
Autor: John Green
Editora: Intríseca



"Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."
    Depois que li A culpa é das estrelas, precisava urgentemente ler outro título de John Green, e logo que fiquei sabendo que a intrínseca tinha lançado esse, mau pude esperar para conferir.
Colin Singleton é um garoto prodígio de 17 anos, que já teve 19 namoradas, e todas elas -prestem bem atenção nesse ponto- todas, se chamavam Katherine, e todas terminaram com ele. Depois que a Katherine XIX termina com ele, Colin fica realmente mal. E para piorar toda a situação, ele acha que perdeu todo seu potencial(se é que já o teve algum dia), que não é mas prodígio e muito menos um gênio, embora tudo que ele queria na vida era ser importante para o mundo e, claro, ter a Katherine XIX de volta.
   Vendo-o nesse estado, seu único e melhor amigo, Hassan, o convence a levantar e propõe uma viagem para longe de tudo isso, para que ele esqueça dos problemas. Juntos, em um carro Oldsmobile cinza -conhecido como Rabecão de Satã- os dois partem sem rumo, sem roteiro ou mapa. Até que por um acaso do destino chegam à uma cidadezinha chamada Gutshot, no Tenessee.
   Lá conhecem Lindsey Lee Wells, que os leva a uma visita guiada e depois sua mãe, Hollis os convida para ficarem hospedados em sua casa (Lê-se: Mansão extremamente cor-de-rosa) e os oferece um emprego por todo aquele verão.
   Durante sua estadia na cidadezinha onde todos tem um sotaque caipira, Colin põe no papel suas recentes ideias para o que ele batizou de Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, onde tenta comprovar que consegue, por meio de gráficos e muita, muita matemática, afirmar que todos os relacionamentos são previsíveis, qual será a duração de cada caso e quem vai terminar com quem. Para isso ele usa como base, os seus 19 relacionamentos, no qual sempre era: Colin-Terminado e Katherine-Terminante.
  Entre muito humor, personagens com personalidades exclusivas e muita matemática- sem se tornar chato, como nas salas de aula- o Sr. Green nos passa uma linda lição de que o futuro é incerto, imprevisível e será sempre indecifrável, e que todos nós -prodígios os não- somos sim importantes e especiais para algo ou alguém.
"Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes -talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada."
Além de tudo, a intrínseca fez um ótimo trabalho: Capa linda, folhas amareladas e ótimo espassamento. Não vi erros, se tiveram, foram poucos que não interferiram na leitura.
Não posso deixar de comentar aqui também as notas de rodapé! Elas estão na maioria das páginas e são bem divertidas e engraçadas. Algumas contém curiosidades interessantes, e eu tive que marcar várias :)
Já leram?
Bjs,
Laila Lizzy.







Top 5: Quero na estante

                                  My Monroe.
 
Olá, pessoal!
Hoje vou postar cinco dos livros da minha lista de quero ler. E se quiserem ver meu skoob para me dar algum de presente, eu aceito, tá? Só lembrando. E ah, a ordem dos livros que eu vou postar não é necessariamente a ordem de prioridade.
 
 Louco aos Poucos"Cameron Smith tem 16 anos e foi diagnosticado com a chamada "doença da vaca louca". Ele vai morrer. Um encontro com Dulcie, uma garota-anja-punk, o convence a partir em busca da cura. De quebra, ele terá apenas de salvar o mundo. Como ajudantes, terá Gonzo, um garoto anão neurótico, e Balder, um deus viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim. Junte-se a eles numa viagem repleta de questões profundas - e rasas também - que mostram que a vida não passa de uma jornada psicodélica que vale a pena."
 
A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista"Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia."
 
O Lorde Supremo"Na cidade de Imardin, onde aqueles que têm magia têm poder, uma jovem garota de rua, adotada pelo Clã dos Magos, se encontra no centro de uma terrível trama que pode destruir o mundo todo. Sonea aprendeu muito no Clã, e os outros aprendizes agora a tratam com um respeito relutante.
No entanto, ela não pode esquecer o que viu na sala subterrânea do Lorde Supremo, ou seu aviso de que o antigo inimigo do reino está crescendo em poder novamente. Conforme Sonea evolui no aprendizado, começa a duvidar da palavra do mestre de seu clã. Poderia a verdade ser tão aterrorizante quanto Akkarin afirma? Ou ele está tentando enganá-la para que Sonea o ajude em algum terrível esquema sombrio?"
 
Penelope"Em um conto de fadas moderno, nós conhecemos Penelope, uma jovem de 25 anos que passou a vida inteira presa em sua própria casa, vítima de uma antiga maldição. Para se livrar do focinho de porco que cresce no lugar do seu nariz, ela precisa encontrar alguém que a ame mesmo com esse "pequeno" problema."
 
A Marca de Atena"Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy - após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
     Os problemas de Annabeth não param por aí - ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
    O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga."
Então, qual/quais já leram/quem ler?
 
Bjs,
Laila Lizzy.

 

Consumismo literário #1

Todo mês eu sempre separo um dinheirinho para pôr minha lista de livros desejados em dia. E claro que não consigo, porque a lista teima em crescer absurdamente. Mas enfim, eu tento.
Como boa leitora que se preze, não pude deixar o mês das férias passar sem que eu lesse alguns livros que eu já estava querendo a um bom tempinho. Logo, passei na livraria um dia desses e essas foram minhas compras:



 "A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz."

(Terminei de ler hoje e em breve faço resenha pro blog <3)
















"Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."















 "A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado."



"Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância.De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrençade questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíves na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordaçoes.O reencontro, o homem-menino".

Desculpem pela pouca qualidade dessa última foto, mas não achei uma boa dessa de bolso, que foi o motivo de eu ter comprado o livro. Eu ganhei um igualzinho quando tinha uns 6 anos, e alguns anos depois minha irmã menor rasgou. Imagiiiinem meu desespero. Pois é, acho que até chorei na época. Procurei em outras lojas aqui na minha cidade, mas nunca mais achei nessa versão. E quando fui na livraria fazer essas compras, achei e quase morri de alegria. O livro tem capa dura e é do tamanho da palma da mão!! Algum dia eu tiro fotos e posto para vocês verem como é fofo *-*


Resenha: A culpa é das estrelas

Título: A culpa é das estrelas (The fault in our stars)
Autor: John Green
Editora: Intríseca
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete anos, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer -a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Sabe aquilo de ter receio de ler um livro apenas porque está todo mundo falando e lendo ele, a ponto
de se tornar clichê? Essa era minha opinião à respeito de A culpa é das estrelas. Não tinha a mínima vontade de lê-lo, e achava que a história era muito deprimente. Daí uma amiga minha leu e me mostrou um trecho do livro, que foi esse daqui:
 "Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonada por você".
Bem, depois disso, é claro que eu tive que pedir que ela me emprestasse.
    O livro conta a história de Hazel Grace, uma adolescente de 16 anos que tem um tipo de câncer, e vive graças a uma droga que evita a metástase nos seus pulmões. Hazel frequenta um grupo de apoio para crianças com câncer e lá ela conhece Augustus Waters (<3) que teve asteosarcoma e perdeu uma das pernas. Então tem todo um desenrolar entre os dois, a história flui com leveza, é engraçado e super divertido. O final é tão triste que eu chorei tanto a ponto de meus olhos ficarem vermelhos, e quando eu cheguei na ultima folha eu fiquei tipo: "CADÊ O RESTO??"
    John Green conseguiu me prender desde as primeiras folhas, e me deixou reflexiva durante um bom tempo após eu ter terminado a leitura. Foi difícil me despedir dos personagens, porque me apeguei a eles de verdade (é muito bobo dizer isso?) .Concordo plenamente com Markus Zusak quando ele diz: "Você vai rir, chorar e ainda vai querer mais" E reforço essa frase. E não canso de dizer que o livro é lindo. Lindo, lindo, lindo.

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