Filme: Os excêntricos Tenenbaum

Margot, Chas e Richie ♥
 É tão bom quando a gente encontra uma coisa muito boa totalmente ao acaso, né? Foi exatamente o que aconteceu ontem. Eu procurando um filme para assistir e até fiz algumas pesquisas (porque sou dessas indecisas), mas os sites geralmente listavam os mesmos filmes que a gente já sabe. Foi aí que lá mesmo na netflix deparei com Os excêntricos Tenenbaum, e como já tinha passado horas procurando um título decidi ver esse mesmo, já achando que ia ser super chato.
 
O filme acontece por capítulos, como em um livro, e o narrador começa nos apresentando uma família composta por cinco pessoas bastante peculiares. Os três filhos são prodígios e desde pequenos conquistaram grandes feitos como ganhar vários prêmios e criar uma nova espécie de animais (ratos dálmatas!). 
 
Por serem prodígios, o que se espera então é que quando eles cresçam, tenham uma vida de sucesso, mas o que acontece é exatamente o oposto: os três levam uma vida triste, e cada um está imerso em seus problemas. Não só eles, mas a mãe e o pai, que haviam se separado quando eles ainda eram crianças. Uma série de coisas faz com que todos voltem a morar juntos, e daí o enredo se desenrola.
 
É difícil encaixar esse filme em um gênero. É como se ele fosse uma linha tênue entre a comédia e o drama. Aborda assuntos tristes, mas os personagens são tão excêntricos/estranhos e a história é tão leve que não deixa de ser engraçado. Juro que passei o filme quase todo rindo, mesmo em cenas mais dramáticas. Mesmo assim, não é daquelas comédias bestas com piadas o tempo inteiro. O que nos leva a rir é o modo como os próprios personagens encaram a situação e como a história é apresentada.
 Uma das primeiras coisas que me chamou atenção no filme foi a fotografia. Cores fortes e quentes, cenários cheios de detalhes e figurinos chamativos. Eu tinha vontade de pausar e ficar admirando cada cena! Depois que terminei, fui pesquisar mais sobre ele e descobri o segredo. O diretor de Os excêntricos Tenenbaum é o Wes Anderson. O nome soa familiar? É o mesmo cara que fez Moonrise Kingdom, O grande hotel Budapeste e O fantástico Sr. Raposo. Todos têm essa mesma vibe cult hahaha
 Os personagens são singulares e muito bem construídos, e o elenco do filme é recheado de carinhas que a gente já conhece: Ben Stiller, Luke Wilson, Anjelica Huston... Pra mim, todos representaram seus papéis de forma incrível, principalmente a Gwyneth Paltrow no papel da Margot, sempre entediada e com a cara fechada.
Ah, a trilha sonora também ganha destaque. A escolha das músicas foi feita de acordo com cada cena. A abertura é feita ao som de uma versão bem legal de Hey Jude, dos Beatles ♥

 O filme é de 2001, e eu fiquei surpresa quando soube disso. Como assim eu nunca tinha ouvido falar dele? Ele foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original e Gene Hackman ganhou o Oscar de melhor ator pelo seu papel como Royal Tenenbaum.
 
Gostei tanto que agora tô recomendando pra vocês. Apesar de possuir um elenco famoso, não é aqueles filmes típicos de hollywood, então não garanto que todo mundo vá gostar. Mas acho que deveriam dar uma chance pra ele. É divertido, diferente e tão rico de detalhes que é bonito de ver. Quem aí já assistiu?

Livro: A sereia (Kiera Cass)


Quando soube do lançamento desse livro, pirei totalmente. Sereias? Romance? Kiera Cass? Era a fórmula da perfeição, e na minha cabeça não tinha como dar errado. Comprei antes mesmo de lançar nas lojas físicas, lá na saraiva, e pulei de alegria quando ele chegou aqui em casa.

A história se passa em torno de uma menina chamada Kahlen, que após ser salva de um naufrágio é condenada a passar cem anos cantando para atrair pessoas a se jogarem no mar, pois elas eram a fonte vital da Água. A condição para a moça viver assim é que os humanos nunca poderiam ouvir sua voz, caso contrário, ficariam encantados e morreriam. Ela está determinada a cumprir sua sentença, até que um garoto chamado Akinli a faz ficar dividida entre o dever e o amor.
 
 A escrita da Kiera cativa desde a primeira página, mas a história começou a se perder no mar (notem a referência hahaha) e senti que a mitologia e mesmo os próprios personagens ficaram desfocados, parecendo ser só um pano de fundo para o romance entre a Kahlen e Akinli. Esse foi outro aspecto que me incomodou: o romance. Não senti uma conexão verdadeira entre eles, tudo passou muito rápido, o amor pareceu surreal e isso me deixou frustrada, porque não consegui torcer para que eles dessem certo no fim.

Sobre a capa: maravilhosa. Amei os tons, a fonte do título em alto relevo e a fotografia, que pasmem, foi tirada no Brasil! Outro detalhe é que no início do livro contém uma carta da escritora para os fãs brasileiros. É ou não é muito amor? <3

Não foi uma leitura que eu amei, mas não me arrependo de ter feito, apesar de não ter me identificado nem um pouco com os personagens. É um livro pra se ler de forma despretensiosa, em um fim de semana de verão.

Alguém aí já leu? Deixem a opinião de vocês nos comentários!

1950's time

A década de 50 foi uma época que marcou o mundo em vários aspectos: foi o período de transição entre as duas guerras mundiais, o rock se tornou febre entre os jovens, houve grandes avanços tecnológicos, no cinema surgiam filmes que se tornariam clássicos como Cinderela e Alice no país das maravilhas e muitas tendências foram lançadas e são usadas como referência até hoje. 

Já comentei por aqui que me identifico muito o estilo vintage, as músicas da época, os acessórios e o cenário artístico em geral, por isso resolvi fazer um post especial sobre o que gosto dos anos dourados e aproveitar para indicar coisas que surgiram lá em 1950 pra quem curte coisas antigas assim como eu <3

Cena do filme Grease: nos tempos da brilhantina

Em primeiro lugar: Os filmes! Nesse cenário, muitas estrelinhas começaram a se tornar queridinhas, como a Brigitte Bardot e a Marilyn Monroe, e a indústria cinematográfica produz obras que ficaram eternizadas. Meus preferidos são: GreasePsicose, Bonequinha de luxo e Cantando na chuva.


O biquíni surgiu em 1946, mas foi só nos anos 50 que ele começou a fazer sucesso, com o modelo de duas peças, com a parte de baixo de cintura alta. Aliás, voltou a fazer sucesso e já vi por aí muitas lojas apostando nesse modelo pin up retrô (tem na Pelican Fly e na Surpreenda store). Não sou muito fã de biquínis, mas se fosse escolher um para usar com certeza seria inspirado nesse estilo!


Laqué, fixador e muito grampo! hahaha Nessa época, quanto mais volume, melhor, então as mulheres abusavam de cachos bem definidos, topetes e bob's. O resultado era pura elegância, mas imaginem o tempo que demorava pra conseguir o efeito?


Cintura marcada, vestidos rodados, tons pastéis... preciso falar mais? O estilo ladylike surgiu com a aposta de glamour e as estampas, o volume das saias e os sapatos fofinhos tornam o conjunto delicado e feminino. Óculos estilo gatinho, lenços de cabelo, delineador e batom vermelho também são marcas do estilo. De verdade? O meu guarda-roupa podia ser completamente 1950 que eu tava bem feliz <3
Mas e vocês, com qual época se identificam mais?
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